segunda-feira, 27 de outubro de 2014

São Paulo e a Cigarra


 
(Raquel Pereira)

Quando penso a falta de água em São Paulo, logo vem a minha cabeça a tão contada fábula dos tempos de escola, La Fontaine me vem à memória.
É engraçado o  quanto a literatura pode ser amiga da realidade e dos acontecimentos cotidianos.
La Fontaine está pra mim como a água está para São Paulo, cabe exemplificar a minha colocação, vejam só:

O escritor diz em sua fábula que uma cigarra preguiçosa vivia a cantarolar sem preocupar-se de forma alguma com o inverno, vivia do presente, alimentava-se do momento sem planejar como seria sua vida no futuro. Como todos sabemos, logo o tempo passou e o tempo futuro se tornou presente, a coitada padeceu de fome.
O mesmo aconteceu ao nosso estado, viveu o tempo presente, gastando os recursos naturais, não se planejou para o futuro, preferiu confiar na chuva, regalou-se o tanto que pode, o tempo futuro chegou e o que foi feito não foi suficiente para lidar com a situação.

No caso da cigarra era importante que ela trabalha-se para guardar recursos para o tempo das vacas magras ( aí já entra outro exemplo no qual não me debruçarei, mas que caberia perfeitamente aqui  a história de José do Egito), de toda forma em ambas há ideia de prepara-se para o infortúnio, para tempos difíceis.
São Paulo foi a Cigarra da fábula,  mas poderia ou pode quem sabe aprender com a formiga, estabelecer metas, investir, criar projetos mais consistentes. Ou pode continuar a vida de Cigarra esperando cair chuva do céu, quem sabe?

sábado, 11 de outubro de 2014

Desesperança


( Raquel Pereira)
Não há lágrima em minha tristeza,
o que há é um inverno prolongado em minha alma,
um céu cinzento em meu dia,
uma inércia no pensamento,
uma falta de brilho em meus olhos,
um disfarçar em meu sorriso
e um tempo no relógio que não para de rodar.

Os olhos dizem

E quando as palavras não dão conta de dizer o que se passa na alma os olhos dizem. ( Raquel Pereira)

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Coragem

(Raquel Pereira)
É preciso coragem para caminhar em meio as tempestades, desviando dos pingos que insistem em atingir o nosso rosto, é preciso coragem para não deixar que essas gotas invadam a alma e nos façam abandonar o percurso.
É preciso coragem para achar sentido quando o céu está fechado, é preciso coragem para olhar além das nuvens carregadas e ver um lindo arco-íris aparecer.

É preciso coragem para manter os pés firmes quando o solo se torna escorregadio, é preciso coragem para manter as pernas equilibradas e transpor um caminho inseguro.
É preciso coragem para viver e continuar vivendo, é preciso coragem para encontrar motivações e ser criativo.

É preciso coragem todos os dias para não desistir.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Ato de amor

(Raquel Pereira)

A vida se torna cada dia mais gostosa, quando percebemos que deixamos pelo caminho sementes de amor e carinho. Não é fácil marcar positivamente a vida das pessoas, é um ato de amor, uma escolha que se faz todos os dias.